Reflexões

A MACIEIRA – Multiplicação Divina

Vou narrar uma história para mostrar a importância da doação.
No interior da serra catarinense havia um local propício para o plantio de maçã. No quintal da casa do João, bem no centro do pomar, fora plantada uma bela e formosa macieira. Desde o início da vida produtiva nunca negou uma safra, não reclamou das intempéries e todo ano produziu e obedeceu às variações climáticas daquela região.

João tem uma família de quatro pessoas, que saboreiam o suculento e perfumado fruto, mas nem todos os frutos são consumidos, muitos caem ao solo e apodrecem. Esta macieira sempre manteve a média de produção, o suficiente para família. Certo dia o João percebeu que poderia doar um pouco dos frutos para os seus vizinhos e
assim o fez. Aqueles que receberam os frutos ficaram gratos pela generosidade do João.

Algumas safras depois o ato de doar continuou, os que recebiam agradeciam e durante as entressafras perguntavam sobre a macieira, elogiavam o seu fruto e assim novos vizinhos eram agraciados com os frutos. João e a família ficavam receosos em relação à produção, se conseguiriam suprir os anseios e elogios de todos. Aquela pequena macieira produzia como nunca, frutos pelo chão eram raros.

Um dia na varanda da sua casa, sentado com a sua esposa, comentava e tentava entender a abundância com que a macieira produzia. Entre uma sugada e outra no chimarrão, dizia para a esposa:
_ Querida, você lembra de como era a produção da Lindinha (macieira recebeu um nome).
Produzia o suficiente para nós que ainda desperdiçávamos uma ínfima parte que sobrava. Quando começamos a doar, ela sozinha percebeu que deveria dar mais frutos. Penso eu, que a Lindinha é inteligente e se não for só poder ser um milagre.

Todos os anos, depois que começamos a doar, ela passou a ser mais produtiva e nunca se opôs às condições climáticas. Todos agradecem pelos frutos que ela produz e ela por sua vez retribui com mais frutos.
Quando agimos em benefício dos outros, as benesses se multiplicam em favor de quem doa.

O relato acima foi constado em uma jabuticabeira que está plantada no meu quintal.
Houve os dois lados da produção. Quando se começou a doar, todos que aqui entravam desejavam consumir seus frutos, ela passou a produzir até mais de uma vez no mês.
Quando o fluxo de pessoas diminuiu no interior do quintal, a jabuticabeira passou a produzir menos e até fungos apareceram, impedindo a produção.

Uma vez que o fluxo de energia é captado, é preciso manter a frequência da doação, a corrente deve de ser de fluxo contínuo, sem interrupção.

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