Astrologia

O significado das casas astrológicas

As casas astrológicas são separações que dividem o campo celeste em 12 áreas distintas. Na astrologia ocidental, existem vários sistemas para se identificar as casas em um mapa astral. O método mais simples é dividir o céu em 12 áreas iguais, no qual é chamado de Sistema de Casas Iguais. Outro sistema comum é o sistema Placidus (o qual é utilizado aqui no site) e que divide as casas de acordo com a eclíptica, a partir da longitude e do horário. Este sistema se tornou o mais utilizado ao longo do tempo, embora isso não queira dizer que os outros métodos são inválidos. O uso de um ou de outro sistema de casas varia da percepção de cada astrólogo em sua análise.

Entendendo as casas

As casas astrológicas são numeradas no sentido anti-horário a partir da cúspide da primeira casa e sempre projetadas na eclíptica. Em geral, o Sol estará posicionado acima do horizonte, entre as casas 7 e 12 se a pessoa nasceu durante o dia (chamado de mapa diurno) e abaixo do horizonte, entre as casas 1 e 6 se você nasceu durante a noite (mapa noturno).

Em um Mapa Astral, os planetas revelam o tipo de energia que está sendo tratada, os signos a forma que essa energia se expressa e as casas mostram aonde essa combinação está se manifestando no plano terreno da existência. As casas mudanas simbolizam as áreas, os setores que compõem a vida humana, onde os planetas e os signos do zodíaco se manifestarão. Cada casa do mapa astral simboliza um aspecto da vida mundana e estará impreganada por alguma energia planetária ou apenas o grau de algum signo. Ou seja, a análise da casa demostrará a área da vida a qual o planeta e o signo se manifestará de forma mais evidente.

As casas não emanam energias, como os planetas, nem aplicam modos de operação, como os signos e seus elementos. As casas são exatamente onde essas energias terão mais chances de se manifestar. São os campos de experiência na vida terrena, não a experiência em si. Se nenhum planeta for encontrado em uma determinada casa, isso não significa que essa área da vida não seja importante: a casa deve ser analisada de acordo com a energia do signo que está em sua cúspide, ou seja, na linha de início da casa.

As casas do mapa astral começam com o chamado Signo Ascendente, que é o signo que está nascendo no horizonte ao leste no momento do nascimento. É a cúspide (linha divisória) da primeira casa. As casas que o seguem dão a volta no mapa no sentido anti-horário, portanto em ordem numérica inversa (decrescente). O Meio do Céu é o ponto que o sol ocuparia ao meio dia, o ponto mais alto do mapa.

As classificações AngularSucedente e Cadente são aplicadas às casas da mesma forma que as classificações CardinalFixo e Mutável são utilizadas para os signos.

Ter um signo em uma determinada casa significa poder se expressar ou adquirir algo, para em seguida, ponderar sobre as consequências e fazermos uma nova ação, se necessário. Por exemplo, nós nos expressamos no mundo, mudamos nosso ambiente e refletimos sobre tudo para fazermos uma nova ação. Estabelecemos um lar, fazemos filhos e em seguida, trabalhamos para sustenta-los. Adiante, temos o nosso parceiro para interagir e como resultado, recebemos certos benefícios com base em nossos relacionamentos.

Como resultado, refletimos sobre a nossa vida para talvez realizarmos grandes mudanças, objetivando longas jornadas. Cada uma dessas experiências distintas fazem partes das casas e são divididas em 12, complementares umas às outras, como você verá adiante.

A importância das casas

A interpretação das casas astrológicas na análise de um mapa astral é algo muito importantes, embora bastante sensível. Em um dia, um Ascendente (cúspide da 1ª casa) se moverá através de todos os signos do zodíaco, ou seja, a cada duas horas mais ou menos, as cúspides mudam totalmente de um signo para outro.

Isto quer dizer que, para que as informações das casas no seu mapa astral seja a mais precisa possível, seus dados de nascimento precisam ser informados corretamente, caso contrário, toda a análise das casas poderá ficar invalidada. Muitas pessoas não sabem ou não dão o devido valor à hora em que nasceram, informando de forma equivocada na criação do mapa e tendo toda a parte das casas invalidada. Esta informação jamais deve ser negligenciada.

A relevância das casas na análise do mapa

Diz-se que uma casa astrológica é governada pelo planeta que rege o signo onde está a sua cúspide. Ou seja, se cúspide da terceira casa se encontra no signo de Áries, por exemplo, o regente da casa será justamente o regente de Áries, no caso, o planeta Marte.

Uma informação relevante na delineação de um mapa astral é que, casas angulares manifestam de maneira mais intensa a ação de seus regentes. A seguinte informação é baseada na astrologia tradicional, já que os astrólogos modernos não consideram que uma casa é mais influente do que outra, embora esta peculiaridade pareça bastante interessante:

Planetas em casas angulares exercem 100% do seu poder. Em casas sucedentes, apenas 50% e em casas cadentes apenas 25%. Tradicionalmente, a força exercida pelas casas fica assim: 1, 10, 7, 4, 11, 5, 9, 3, 2, 8, 6, 12, sendo as três últimas menos favorecidas.

Hemisférios Norte e Sul

Na interpretação do mapa astral, isto está relacionado ao fato do mapa ter mais planetas acima ou abaixo do horizonte.

As Casas do Norte, de 1 a 6, são consideradas como sendo subjetivas, direcionadas para o interior, ou seja, “introvertidas”. São mais “caseiras”, indicam que você leva mais em consideração as razões internas, suas próprias opiniões e visões. É o polo que diz que você precisa passar algum tempo sozinho todos os dias, para recarregar.

As Casas do Sul, de 7 a 12, são consideradas objetivas, direcionadas para o exterior, ou seja, “extrovertidas”. São mais mundanas em suas perspectivas e consideram razões e informações externas, isto é, dependentes de outras opiniões. É o polo que diz que você precisa também socializar a cada dia, a fim de recarregar.

Hemisférios Leste e Oeste

Na interpretação do mapa, está relacionado ao fato do mapa ter mais planetas nascendo ou se pondo. Estas casas indicam a sua fonte de motivação, interna ou externa, ou seja, se você faz as coisas mais para o seu próprio bem ou por uma recompensa ou aprovação externa.

As Casas do Leste, 1, 2, 3 e 10, 11, 12, são consideradas de independência, auto-afirmação ou auto-centradas. Estão intrinsecamente ligadas à motivação. De uma forma simples, isto significa que fazem as coisas por causa de seus próprios motivos, desejos, ímpetos, etc. e não tanto por recompensas externas. Querem sentir que são livres para fazer o que querem e se sentem mais donos do seu destino. A sua motivação principal é a satisfação do ego.

As Casas do Oeste, 4, 5, 6 e 7, 8 e 9, são consideradas cooperativas, dependentes ou “dos outros”. São motivados extrinsecamente, são coisas ligadas aos outros ou recompensas externas. Consideram que são, em certo ponto, dependentes do destino. A sua motivação é a aprovação externa e a recompensa.

Casas Angulares, Sucedentes e Cadentes

Enquanto usamos as palavras Cardinal, Fixo e Mutável para descrever os signos, usamos as palavras Angulares, Sucedente e Cadentes para se referir às posições análogas das casas.

A seqüência de angular, sucedente e cadente funciona assim: o ser aparece no mundo – ou faz algo, e como resultado, reúne muitas coisas e recursos. Por fim, estes são perdidos, trocados ou dados, ou seja, se vão. E isso se repete em cíclos.

Outra maneira de fazer uma analogia é: começamos alguma coisa, e como conseqüência, adquirimos recursos ou hablidades, ou seja, coisas de valor. Por fim, refletimos sobre o que adquirimos ou aprendemos e usar isso para determinar o que vamos fazer a seguir, como vamos fazê-lo e para onde vão.

Casas Angulares

A palavra “angular” aqui refere-se aos ângulos principais, as quais são a primeira, quarta, sétima e décima casas. A palavra-chave para as casas angulares são o “Eu”. Nesse caso, o “Eu” significa “O Ego”. As casas angulares nos dizem como lidar com a realidade, como começamos as coisas.

  • Casa 1 – A primeira casa rege o potencial pessoal, a forma como iniciamos as coisas e o próprio corpo ou aparência. Por exemplo, se vênus está na primeira casa, temos a tendência a nos apresentar de uma forma harmoniosa e diplomática.
  • Casa 4 – A quarta casa, que é a da família, ou o “eu” em relação à família, significa o ego que criamos a partir do passado, as origens genéticas, a memória, o auto-desenvolvimento, etc.
  • Casa 7 – A sétima casa é o “eu” em relação aos outros (interpessoal).
  • Casa 10 – A décima casa é o “eu público” (fama, notoriedade), ou o “eu” visto pelas pessoas.

Casas Sucedentes

A palavra “sucedente” significa “seguir” ou “alcançar” (ou meios para se seguir ou alcançar o sucesso). As casas sucedentes são a segunda, quinta, oitava e décima primeira. A palavra-chave para as casas sucedentes é “coleção”. Uma coleção pode significar juntar dinheiro. Também pode significar juntar coisas e se proteger, em prol de segurança. Uma conseqüência direta de colecionar coisas é a organização. Precisamos organizar e nos organizar. Isto implica a gestão do que você tem e o desenvolvimento dos seus recursos. E tudo isso pode ser um prazer, pois você pode desfrutar de suas aquisições. Este é o ciclo. Estão ligadas aos signos fixos.

  • Casa 2 – A segunda casa é muitas vezes associada à riqueza, de bens pessoais. Naturalmente, o que acumulamos depende do valor que atribuímos. A segunda casa está preocupada com o que nós damos valor, incluindo nós mesmos e nossa auto-estima assim como o que ganhamos.
  • Casa 5 – A quinta casa, muitas vezes refere-se a prazeres, que são o resultado de alguma atividade. Preocupa-se com amor e romance, assim como todos os tipos de entretenimento, incluindo quaisquer jogos e esportes. Também diz respeito a crianças.
  • Casa 8 – A oitava casa às vezes se refere aos recursos compartilhados, incluindo heranças. Também tem a ver com o sexo e regeneração – a rapidez com que pode se recuperar de uma doença, etc. Trata da saúde, do dinheiro de outras pessoas e dos valores sociais.
  • Casa 11 – A décima primeira casa refere-se aos amigos e grupos, que foram também “colecionados”. Também se preocupa com esperanças e desejos que temos. Está preocupada com o futuro, e tais preocupações também envolvem os valores que esperamos que a sociedade adote.

Casas Cadentes

Cadente nesse caso significa “queda”, “chegar ao fim” ou “resolução”. As casas cadentes são a terceira, sexta, nona e décima segunda. A palavra-chave para cadente é “dispersão”. Um dos significados de dispersão é “dar” ou “doar”. Quando um grupo de pessoas rumam para caminhos separados, dizemos que se dispersam. Outra maneira de exemplificar é em termos de reflexão (pensamento) e suas conseqüências. Tendo tomado ação como seres conscientes, ganhamos segurança ou reunimos valores e conseguimos (ou não) refletir sobre algo (pensar seriamente sobre alguma coisa ou situação), portanto este é o ciclo de reação da ação, de lidar com as consequências.

Nas casas cadentes, refletimos sobre o que aconteceu antes e o que vamos fazer em seguida, ou seja, o que vai acontecer no futuro. É onde acontece o pensamento antes de tomar a próxima ação. No mundo, as casas cadentes aparecem periodicamente, nos momentos onde as estações do ano estão para mudar. Na astrologia, significa pensarmos sobre o passado e o futuro de uma forma mais ou menos crítica, detalhada e impessoal, com a intenção de usar o que aprendemos para dar os nossos próximos passos na vida.

  • Casa 3 – A terceira casa está preocupada com a comunicação, que em certo sentido, pode se dizer que seria “dispersar” o nosso conhecimento e experiência para os outros. É o ato de pensar sobre as coisas, ir aqui e ali compartilhando nosso conhecimento, assim como ganhando mais conhecimento. Este não é um conhecimento profundo, no qual é a preocupação da nona casa, e sim simplesmente fatos e informações. Literatura e comunicação verbal são ressaltados.
  • Casa 6 – A sexta casa é a casa de serviço, onde voluntariamente dispersamos nossos recursos pessoais e habilidades para ajudar os outros, fazer a manutenção e melhoras as coisas. É onde pensamos seriamente sobre questões de trabalho, rotinas e de saúde, e, como resultado, compartilhamos nosso conhecimento, principalmente no sentido de fazer as coisas para os outros, servindo.
  • Casa 9 – A nona casa é a da filosofia e expansão da consciência, onde residem preocupações maiores e educação de nível superior, onde doamos nosso tempo e esforço para expandir nosso potencial mais elevado. Aqui nós pensamos muito profundamente sobre as coisas, tomando viagens mais longas a fim de adquirir conhecimento.
  • Casa 12 – A décima segunda casa pode se referir ao karma, “lei do retorno” ou assuntos ditos religiosos ou espirituais. Esta é uma casa de “não-eu”, da quebra do ego, o que significa que está preocupada com as grandes instituições e formas mais impessoais de se lidar com as coisas, como hospitais, prisões, grandes burocracias, o serviço civil, o “além”, etc. que são as áreas e assuntos onde pode se dizer que existe um tom de apenas servir ao invés de buscar algum lucro material, e onde os trabalhadores e gestores são basicamente anônimos. É a casa do serviço altruísta e impessoal. Pode-se também atrelar esta casa aos assuntos ocultos, que às vezes pode significar também algo de bom que não é publicado (serviço abnegado, modesto) ou às vezes um mal que está escondido, infiltrado. Também se refere a assuntos ocultos que estão sendo descobertos, como pesquisas científicas ou algo do tipo. Refere-se também as “atividades nos bastidores”, para o bem ou mal. Qualquer pessoa que revê sua vida, é provável que pense em coisas que não fizeram e ou que gostariam de ter feito, assim como as coisas que fez ou que desejaram e e não possuíram. Isso pode resultar em sentimentos como alguma tristeza, culpa ou vergonha como também orgulho e satisfação, quando pensamos nas coisas boas que fizemos (ou mesmo nas tentações que resistimos). A décima segunda casa também está preocupada com a saúde, seja como profissão ou como lidamos com a doença. Também está preocupada com a meditação (reflexão), o auto-sacrifício (desprendimento) e caridade (doação altruísta). Indica também áreas onde temos inimigos secretos, que podem ser até mesmo certos aspectos de nós mesmos, aqueles que agem como sabotadores subconscientes que podem nos levar a nossa ruína.

Os vários sistemas de casas

  • Método Regiomontanus: Conhecido também como “método racional”, o sistema de Regiomontanus se utiliza basicamente do equador, da eclíptica, do horizonte e do meridiano para os cálculos, sendo o equador celeste dividido em doze partes e essas sendo projetadas na eclíptica. Hoje em dia, este método caiu em desuso, mas já foi bastante utilizado antes do sistema Placidus assumir como o mais famoso e amplamente utilizado.
  • Método de Casas Iguais: Este é um dos métodos mais simples, utilizado nos primórdios da astrologia. A eclíptica é dividida em doze partes iguais de 30 graus, onde o signo Ascendente é considerado como zero grau de um signo e cada signo a seguir corresponde à cúspide da próxima casa até que o círculo zodiacal esteja completo. Foi o principal sistema de casas na astrologia da era helenística e muito utilizado na astrologia védica, que é utilizada na Índia. Esse sistema é muito utilizado também em latitudes mais altas, onde o sistema Placidus fica bastante distorcido.
  • Placidus – o mais utilizado: Este é o método mais utilizado pelos astrólogos ocidentais, principalmente depois do advento da computação. É baseado em cada grau da eclíptica de acordo com a latitude e longitude. O principal problema desse cálculo está em mapas criados a partir das latitudes mais altas, pois certos graus não conseguem tocar o horizonte, gerando uma distorção no desenho das casas que torna a análise impossível. Em alguns casos mais críticos, apenas duas casas podem ser visíveis no mapa. Quanto mais distante da linha do equador, mais preciso é este sistema.
  • Outros: Existem também vários outros sistemas para o cálculo das casas astrológicas, como o PorfírioAlcabitiusKochTopocêntricoMorinusCampanus, etc.

Fonte: AstroLink

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