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Os primeiros sete anos da reencarnação do espírito


O período inicial da reencarnação do Espírito é decisivo na formação do seu caráter e da sua personalidade porque, nesse período da primeira infância, o Espírito “é mais acessível às impressões que recebe e que podem auxiliar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir os que estão encarregados de educá-lo.”

Os Espíritos Superiores ainda esclarecem, em “O Livro dos Espíritos”, à questão 380, que a fase de perturbação que acompanha a encarnação do Espírito não cessa de súbito por ocasião do nascimento, mas que gradualmente se dissipa, com o desenvolvimento dos órgãos.

André Luiz, elucidando o processo reencarnatório, esclarece que até aos sete anos de idade, o Espírito passa por uma fase de semi-inconsciência no ambiente fluídico dos pais.

Em outra obra, “Missionários da Luz”, André Luiz esclarece que um colaborador espiritual é designado para acompanhar a reencarnação do Espírito “até que ele atinja os sete anos, após o renascimento, ocasião em que o processo reencarnacionista estará consolidado. Depois desse período, a sua tarefa de amigo e orientador será amenizada, visto que seguirá o nosso irmão em sentido mais distante.” E ainda nesta mesma obra, o mentor Alexandre esclarece André Luiz: “Você não ignora que o corpo humano tem as suas atividades propriamente vegetativas, mas talvez ainda não saiba que o corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue.

Na organização fetal, o patrimônio sanguíneo é uma dádiva do organismo materno. Logo após o renascimento, inicia-se o período de assimilação diferente das energias orgânicas, em que o «eu» reencarnado ensaia a consolidação de suas novas experiências e, somente aos sete anos de vida comum, começa a presidir, por si mesmo, ao processo de formação do sangue, elemento básico de equilíbrio ao corpo perispirítico ou forma preexistente, no novo serviço iniciado.”

Na obra “Aspectos Mediúnicos”, de Daniel Hoeltz, há a explicação dos quatro períodos de ação da glândula pineal sobre o indivíduo. E a primeira fase, também chamada de período de sono, se apresenta “até os sete anos de idade, (quando) adormece na função psíquica para que o Ser absorva todas as informações provenientes da educação e do meio (social e cultural) quando o indivíduo vive, então, em experiências inovadoras e anímicas sem a análise crítica de seus conteúdos existenciais.”

A Ciência considera que o desenvolvimento do sistema nervoso humano só está concluído por volta dos sete anos de idade. Elizabeth Kübler Ross ainda conclui que, nesta dimensão do desenvolvimento humano, chamada intelectual ou mental, o ser está apto a compreender a si mesmo e ao mundo.


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A formação dos caracteres, segundo o Codificador, depende da educação moral. Ainda em “O Livro dos Espíritos” , Allan Kardec, comentando a questão 917, esclarece: “Bem entendida, a educação constitui a chave do progresso moral.

Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, poder-se-ão endireitá-los, como se faz com as plantas novas. Mas essa arte exige muito tato, muita experiência e profunda observação. É grave erro acreditar que baste o conhecimento da Ciência para exercê-la com proveito.

Quem quer que acompanhe o filho do rico, assim como o do pobre, desde o instante do nascimento, e observar todas as influências perniciosas que atuam sobre eles, em consequência da fraqueza, da incúria e da ignorância dos que os dirigem, e como falham quase sempre os meios empregados para moralizá-los, não poderá admirar-se de encontrar tantas imperfeições no mundo.

Faça-se com o moral o que se faz com a inteligência e ver-se-á que, se há naturezas refratárias, também há, em maior número do que se pensa, as que apenas reclamam boa cultura para produzir bons frutos.”

Nesse sentido, destaca-se a importância da missão dos pais e da Evangelização Infantil. Bezerra de Menezes, em mensagem mediúnica, corroborando o pensamento de Kardec, elucida que: “(…) é imprescindível abracemos, com empenho e afinco, a tarefa da evangelização junto às almas infanto-juvenis, tão carentes de amor e sabedoria, porém, receptivas e propícias aos novos ensinamentos. (…) É forçoso reconhecer que Espiritismo sem aprimoramento moral, sem evangelização do homem é como um templo sem luz.”

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